“Cortaram-nos nos salários, nas reformas, nas comparticipações dos medicamentos, nos apoios à saúde, nos médicos e nos enfermeiros, caem professores, caem pais e caem escolas com os alunos, caem trabalhadores, caem as carreiras e as ligações dos transportes, caem jornais, caem jornalistas, cai o subsídio de apoio à deficiência, à velhice e à subsistência, caem bancos, mas não cai a minha revolta, não cai a minha vontade de lutar e de os mandar todos a um lugar que não seja em Portugal porque assim acaba o ano e perdoem-me os que esperavam que me encolhesse, que escolhesse melhor as palavras, mas alturas há em que o melhor mesmo é gritar e dizer sem enganos, nem engasgos e em bom português: estamos TODOS FARTOS DESTA MERDA.”

Cristina Brandão Lavender

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