adivinham-se tempos difíceis para os vendilhões do templo
 
A igreja entra, às claras e descaradamente, no negócio imobiliário. Até os consigo ver, todos alinhadinhos, sentados nos cadeirões do púlpito da Sé de Braga, de olhos fechados, com cifrões a chover, em cascata, nas pálpebras da sua santa visão, secundados pelos acólitos de Ricardo Rio, em quem “Deus votaria se à terra voltasse”, na primeira fila de honra de tão honrado templo, depois, é claro, de todos os seus pecados já confessados e perdoados, para a sagrada comunhão. Junte-se a isto do S.Geraldo, o arrendar do terreno das Oficinas de S. José, à Sonae, e podemos garantir um ano muito muito proveitoso para os cofres da Santa Madre Igreja, fundada por Jesus Cristo para tudo menos para isto, há cerca de dois mil anos. Mas a imaginação dos homens é mesmo muito fértil e sou dada a visões enquanto escrevo, por isso teletransportei-me para Jerusalém, com o telemóvel onde estou a escrever este texto, para ver claramente estes vendilhões do templo de Bracara Augusta, a serem expulsos pelo Nazareno.
Adivinha-se um jejum pascal com muita azia, mesmo.
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