Dois amigos de infância. Dois. Apenas dois. Agora temos outros, também do peito, também da pele, que ocupam esse lugar especial, um cantinho único no nosso coração e que, estando ligado ao cérebro por centros nervosos intocados, se mantêm ali para que nos possamos deitar, enroscar, um quase ronronar de gato, buscar delícias e carregar a ternura essencial do existir juntos.

Naquele tempo não havia Jardim de Infância, havia infâncias e havia jardins, o resto, que era tudo, eram tempos preenchidos e reinventados ao sabor da nossa imaginação. Oh, como era tanto.

E é esse tempo, esse espaço, esse cantinho mágico, cheio de luz e silêncio, o local especial onde vamos buscar o amigo que nunca nos deixou.

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