Presente, pessoal;hoje, sobre rodas.
Carapuça enviada. Não consegui fazer o menino. Pari outros.
A minha net rolante está mais lenta que o carro.
Acabei de dizer à funcionária aqui na estação de serviço: “por favor, dê-me uma água com gás porque estou em aula. Só de tablet na mão, mas em aula.” Isto para responder ao olhar atónito da mulher. “Não, não estou louca. Estou em aula.” E sorri-lhe.
Logo que sentiram o trepidar sincopado da passada do batalhão de regresso ao quartel-general, os três putos de três a quatro anos, cabelo negro oxigenado pelo líquido forte que bombardeara piolhos e carrapatos, vigiados atrás por um irmão de dez, aproximavam-se e estendiam o braço, a mão e a alma, enfrentando, suplicantes, a única oportunidade de levarem o conduto da semana para casa. (Não, Magoe não iria fazer aquilo. Naquelas partes do Afeganistão era já adulto de perigosidade máxima, com cérebro lavado pelo Corão e por cinco anos de Madrasta.
Este era o exemplo para o exercício anterior. Perdoem-me os colegas – e o Mestre.
Cheguei.
Fui ao quarto de banho e o tablet desligou-se. Cantei um fado meu.
“Oh terra que me levas dentro, oh terra que mo levas inteira. Esquece-te de mim de vez. Esquece-te de minha tez.”
Fiz kamikaze ao bloqueio. Enquanto ele se reiniciava, lavei as mãos. Com elas húmidas fiz o texto. E rio-me por tão parva estar e tão contente: também.
Estes últimos textos eram uma tentativa de mulher esquizofrénica.
Estes últimos textos eram uma tentativa de mulher esquizofrénica.
Desculpem o duplicado. Foi o trepidar do carro rolando em posso mais agreste. Acho que até tiveram sorte. Podia encher-vos de posts.
Queria dizer: piso.
Daqui a pouco chego a Lisboa. Agora que vou fazer um texto bem esquizofrénico.
Queria dizer: Acho.

Cristina Brandão Lavender

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