avistamento-esmeralda

Em 1980 tivemos uma experiência de avistamento, encontro imediato, com um OVNI “objecto voador não identificado.” Não tinha, até aquele momento, qualquer interesse por esta matéria. A seguir, devorei tudo o que se relaciona com isso, apenas por algum tempo, até que se tornou repetitivo e desinteressante. Sou louca, mas uma loucura que revejo nalguma humanidade. Não mais louca ou menos louca e gosto da minha loucura: muito. É minha. Sou eu.
Vimos (éramos dois adultos e duas crianças na parte de trás do carro a dormir) um objecto circular, a menos de 50 metros de nós: enorme. Foi na Serra do Montemuro, estávamos completamente isolados, sem aldeias na proximidade, de noite. Essa “nave” paralisou-nos o carro, e pairou do nosso lado direito. Ficamos assim sem possibilidade de continuar a viagem, sem motor. O rádio deixou completamente de dar. O vento que se gerou era circular e abanava-nos a viatura. O zumbido era inadjectivável, mas atrever-me-ia a usar “um sibilar diferente de tudo o que ouvira antes”. As luzes geradas pelas suas janelas encadeavam-nos, iluminavam toda a vegetação circundante e a estrada, giravam sobre ela e alternavam entre o verde e o amarelo extremamente brilhante: cego. Os seres que vi nalgumas das janelas estavam apenas interessados em nós – poderia quase afirmar: em mim. Fui eu que o vi no espaço como um ponto verde brilhante e disse: “Uma estrela verde!” Poucos segundos depois – contado pelo nosso tempo – estava do meu lado direito.
O que se passou até chegarmos a Cinfães – único lugar habitável depois do avistamento – porque eles permitiram e desapareceram com a mesma velocidade com que apareceram, deixou-nos um espaço temporal em branco: inexplicável. Explico-me: o tempo contado pelo nosso relógio não correspondia ao tempo que realmente pudera ocorrer. O resto ficou com eles.
Posso dizer que a partir daí, a nível do pensamento lógico e emocional, acelerado, diferente, com uma percepção extra-sensorial, que já possuía anteriormente, mais desenvolvida.
Só agora escrevo sobre isto. Talvez porque sinto que prescreveu, perdi a vergonha:
Tive um encontro imediato. Isso mudou a minha vida.

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