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Braga, vale a pena.
não acredito numa letra.
não credito numa letra sequer de qualquer palavra que saia da boca do que diz: a merkel, o barroso, o gaspar, o coelho, o seguro, o portas, o menezes, o joão, o antónio, o mário, o aníbal … não acredito numa letra sequer daqueles que têm andado por aí aos ssss, que têm medo da palavra bondade, problema, sinceridade, crítica, evolução, criatividade, associativismo, cidadania, direito, justiça…
não acredito numa letra sequer, por tão baralhadas estarem as letras e, como elas, os conceitos também.
as letras não são mais as mesmas. há todo um novo alfabeto que me recuso a aprender.
não acredito numa letra sequer do “politicamente correcto”.
não quero. não consigo querer nadar nas letras de um mar calmo do “não faças ondas”.
todo o abecedário me cheira mal, a estagnado, a fins lucrativos, a ONG’s, a fins que justificam os meios, a adulação, a promessa com números à frente, do lado, ou por trás do cheque, o agora tem de ser, e o que ganho eu?, uma bola, um balão, um fogão ou um chouriço?
não acredito numa letra sequer.
não consigo deixar de estar alerta para com a letra. Em estado de guerra figurativa. Com o DNA aos pulos. Com as partículas de “Bosão de Higgs” a entrar em caos.
Salto como uma mola ante qualquer letra da simpatia velada, da palavra fétida e falsa que pinga logo no lixo, na tecla delete, no vai para o raio que te parta que não estou para te aturar.
E lembro-me então do português. Rezo para que não perca a memória por muito esclerosado que esteja que acorde no alfabeto das letras associativismo, um associado de jeito, num grupo de jeito para poder valer a pena. sem exclusões, com o outro, comigo, contigo, sem rótulos, post-its, sem agradar a todos e a aceitar também esses.
Braga, vale a pena, antes que morra de vez.
sim.
Braga, vale a pena.

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