Chove? Choveu. A terra continua árida, poeira fina que aguarda sedenta o alimento de árvores, arbustos e homens. A cor das folhas, nunca a mesma, este ano não se vestiu de tons e brilhos de outrora. Chove? Choveu. Parcamente. A calmaria desta hora será o prenúncio da borrasca dos deuses? Que venha mansa para que não fustigue os ramos com uma violência capaz de arrancar os frutos que nos saciam. Chove? Ainda não, que até os céus, de tanta sede nos lábios, a sorvem primeiro.

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