acordar

poema-a-duas-maos-pintado

acorda-me sonante o pesadelo que não dorme
insónia que desperta sem ter cerrado pálpebras

lanço mão do momento adormecido
estico o braço firme – arredondo o tempo:
em mais cinco minutos de ternura.

eis que te tenho em braços
e os laços em abraços
me sonham a ti – parou-nos o tempo.

ninguém nos rouba estes linhos e sedas
este toque, este amor de manhã.
vais e despertas logo que começa
vou e traço, em tua alma,
o desejo de te ter em segundos imensos.

adormece-me, por fim, o pesadelo
embalado em peles tingidas de abraço
de sonhos nossos.

no     es   pa    ço    de tempo passado
uniram-se nossas peles na aurora
por ponteiros que saltam o regaço.

Cidália Pinto e Cristina Brandão Lavender

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