A noite disse-me adeus. Eu, a Deus, me entrego. Quando acordo, vês-me, amor, a caminhar sobre rosas e hibiscos. Vestida de seda que me beija a pele, hoje mais sensual do que ontem, leio nos teus olhos o quanto me desejas sobre rosas e hibiscos a caminhar. Finjo ignorar-te. Este é o código do desejo do sexo cobiçado. Sinto-me já molhada. Imploro-te, em segredo, que me possuas, naquele chão espelhado coberto de odores floridos, matinais. Levo os olhos baixos para que não denunciem o pensamento sempre em ti, muito de ti: tua.

*E enquanto não há amanhã
Ilumina-me ilumina-me

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E enquanto não há amanhã
Ilumina-me ilumina-me

No confessionário troquei-te a alma pelo hábito que trajavas. Durante a missa pedia perdão a Deus por te querer mais que a ele.
“Ouvi-nos Senhor” dizias
Matai-me, Senhor – repetia ardendo de culpa.
À noite disse-te adeus. Eu, a Deus, me entrego.
*pedro-abrunhosa/ilumina-me/

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