no teu regaço me encolhi,
no sangue que corria por tuas veias me aqueci,
sabia que dele bebi,
sabia que dele nasci.
e depois do aprender a voar,
e das asas não mais quererem voltar
do choro que empurrei para o mundo
ficou no fundo escondido
o clique do corte ao cordão
a que agora chamo de intuição.
e sempre que sofrias e rias
dava eu conta
por mais longe que estivesse.
sempre que eu sofria e ria
o teu eu também tremia e sabia.
 por isso, mãe,
de onde estás e me sentes
percebes e compreendes
o que aqui te digo
o que aqui te lembro:
eu sou tu, mãe,
e tu és eu.
mesmo.
                                                                                    Cristina Brandão Lavender – 5 de Maio de 2013
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