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A poesia, em mim, é sempre um ensaio falhado. O “ensaio falhado de póesis” é o nome da minha próxima obra. “falhado” no sentido humano sempre incompleto, por tão forte, presente, sempre quase lá, amanhã mais perto, hoje mais vazio, amanhã mutante, mantendo a beleza das palavras, dos silêncios, do ser, mas, de certeza diferente. Algo que será sempre mais perfeito, no depois. Ela é como a vida. Sempre a encher-se de nós, de eus que são eus de um, mas também de muitos, e de ti, de muitos “tus” próximos de nós que são nossos. Sem ela, “a poésis falhada”, fendida, lascada, em evolução e mutação, tal mitose celular, não seria como eu a sinto, como eu a quero. É o abraço que dou às palavras que grito, mostrando a nossa alma. É o poder que as palavras têm em mim, o poder que eu sonho que as palavras possam ter nos outros. Sem esta poésis, ficaria tudo mais incómodo. Que seria da nossa alma atafulhada de emoções prontas a saltar para o burburinho em que vivemos? Palavras, sons e silêncios, espaços, arte de esculpir ou simplesmente: sentir. Esperei por este Dia Mundial da Poesia para vos dar esta notícia, no silêncio, há mais de um ano.

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