Por que será que não acredito numa palavra da declaração do secretário de estado sobre a utilização dos fundos da ADSE, supostamente para pagar o défice e que levou, rapidamente, a uma declaração imediata do sr. primeiro ministro, da qual também não tiro uma palavra com nexo? Depois de parar para pensar apenas por um segundo ocorreram-me logo quatro razões muito simples:

1º porque não seria a primeira vez que estes senhores desviam fundos do estado;

2º porque este e outros governos já provaram que não sabem fazer contas – mas apenas as que lhes deviam interessar, porque as outras, por arredondamento de milhões para aqui, bolso de um, e milhões para acolá, bolsos de outros -, se falharem por um ou dois milhões é sempre lucro e ninguém dá conta;

3º porque o uso da palavra “sustentável” soa logo alarmes na minha cabecinha loura;

4º porque quando atiram para cima da “população envelhecida” as razões do endividamento e do aumento das comparticipações começa a vir pelo ar um cheiro a trafulhice e da grossa.

Tenho que deixar as justificações mais elaboradas para quem de direito e espero por elas ansiosamente.

Por tudo isto declaro-me então “fundida” já que o dinheiro da ADSE foi derretido sabe deus com o quê.

Cristina Brandão Lavender

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