Acordei, hoje, na Ilha de Miconos do arquipélago das Cíclades, no Mar Egeu, depois de ter calçado as botas de montanha, de me meter num comboio, num avião, depois num barco, e ir. Simplesmente ir com ir, concentrada nos passos do ir, com esta vontade de ser que sempre precisa de se renovar, ávida por repisar, nem que seja por mais uma vez, nas pedras graníticas de Miconos, e senti-las, todas diferentes. Vi-me sentada de pernas cruzadas, à volta da fogueira, a cantar mornas da minha terra Africana, aceite num grupo de refugiados, ali, já resignados com a vida do sítio, talvez tivesse uma criança adormecida no colo, tanto se me faz se menino ou se menina, aquecida pela fogueira que arde no meio de pedras, tentando queimar as vagas que ficaram para trás, aquecendo as almas e os corpos ainda tão frios do choque e da vagas que os ensopava e, solenemente, invocar piedade aos deuses gregos: Ó Zeus, rei de todos os deuses, de que esperais para dar, daqui, novas ao mundo inteiro, e Tu, Atena, dai-nos a sabedoria de ser justo, protegei as artes, mas levai a guerra, enterrai-a para onde não a possam mais encontrar, ou melhor incinerai-a que a curiosidade humana a poderia desencantar, Tomai, Hades, conta dos que se foram com a morte, para as estrelas ou para os subterrâneos da má vontade, e cujas sombras crepitam ainda neste carvão que já ardeu e no que ainda será, Protegei, Minha Boa Hera, mulheres e crianças, todas elas a encherem este Mar Egeu de lágrimas das injustiças que as enredam, e Poderoso Poseidon, abri uma vaga de calmia neste mar que atravessámos, precisamos da quietação destas águas de guerra dos humilhados, e fazei-os chegar seguros ao firme de qualquer continente, para que tu, Ó Deméter, entres, e protejas as nossas colheitas da boa vontade, que pouco mais lhes poderemos oferecer, para que tu, Perséfone, prestes a despedir-te, não partas, acabando a Primavera, pois tuas flores e teus frutos são aqui, dormitando enquanto noite, esperando enquanto dia, almas humanas, gentes por ti protegidas, E avançai, Crono, este tempo, de forma mais acelerada, que nos parecem séculos os minutos em que sofremos, e a ti, Deus dos Cristãos, que trouxeste Jesus, ao nosso meio, põe-no em cada um de nós que nele acreditamos, para que nos possamos vestir da força das coisas simples e da coragem dos firmes, pois sem eles temos a cobardia dos que oprimem, dos que subjugam os diferentes, frágeis e inocentes. Ouvi-nos Deuses dos Mundos todos, de A até Z, porque cada um carrega em si aquele que nele habita, de pedra e cal, e que não se fechem nunca mais, às vozes de uns e de outros, as portas do coração.

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Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Poseidon, por exemplo, era o representante dos mares e Afrodite a deusa da beleza corporal e do amor. A mitologia grega era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos absorveram o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses.

Conheça abaixo uma relação das principais divindades da Grécia Antiga e suas características, alguns dos quais foram usados neste texto.
Zeus – rei de todos os deuses

Atena – sabedoria, guerra, justiça e artes.

Afrodite – amor

Ares – guerra

Hades – mundo dos mortos e do subterrâneo

Hera – protetora das mulheres, do casamento e do nascimento

Poseidon – mares e oceanos

Eros – amor, paixão

Héstia – lar

Apolo – luz do Sol, poesia, música, artes, beleza masculina

Ártemis – caça, castidade, animais selvagens e luz

Deméter – colheita, agricultura

Dionísio – festas, vinho e prazer

Hermes – mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes, dos viajantes e dos diplomatas.

Hefesto – metais, metalurgia, fogo e trabalho.

Crono – tempo

Gaia – planeta Terra

Hebe – deusa da juventude

Perséfone – deusa da primavera, das flores e dos frutos.

Éris – deusa da discórdia.

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