Todos, pertença de uma inquietude permanente, uma aflição que desperta ao mesmo tempo que magoa, já que, hoje e desde sempre, o mundo desafia a atitudes que nem sempre compreendidas, que nem sempre aceitas, que nem sempre esperadas.
Todos, pertença de uma inquietude permanente, gritemos aos quatro ventos as farpas espetadas debaixo do nosso olhar atento, com uma fome desalmada por entender, numa procura, primeiro individual e depois colectiva, de soluções.
Todos, pertença de uma inquietude permanente, não somos donos do nosso destino, mas somos os senhores dos nossos caminhos e o desassossego vive mesmo ali, ao cimo dos cumes da existência, no sótão das velharias deste mundo, que sempre procura uma doce e falsa harmonia que nos faça sorrir quando (e se) encontrada.

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