Atiraram-nos a liberdade à cara

No campo, no mar e na cidade

Liberdade, liberdade, liberdade

Gritaram gargantas

Liberdade, liberdade, liberdade

Cantaram os lábios

Liberdade, liberdade, liberdade

Choraram olhos castanhos

Em caminhos, praças, jardins

Mas a liberdade não é chegada

De tanto recuar tropeçou na rua

Bateu com os cornos, toda nua

e quase que morreu assim

Levantaram-na com fractura de crânio

Acordou do coma, hospitalizada

Oi liberdade tens alta, irmã renegada

Liberdade, liberdade, liberdade

Mas não mais só na palavra

Que nos atiraram à cara.

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