De tudo o que fazemos na vida o que mais nos toca são as situações em que nos entregamos na acção conjunta com os outros. Só a máxima “colhereis o que semeardes” explica tão fielmente esta situação. Tal facto torna-se verdade para o bem e para o mal no dia-a-dia que enfrentamos.
Natal querido, tão modesto, começou sentido, perdeu-se no gesto: do ter, consumido, nas verdades queridas que se esfumam e não permitem ser acorrentadas a ninguém, mas que se mantêm: no vento gelado, na árvore que se dobra, na nuvem desenhada, na flor que sorri, no sol que a abraça, na chuva que a saceia, no mar que a engolia, na guerra que lavra, no homem que a gera e no mundo que a comanda. Resultado:
Temos o que somos
e
Somos o que temos!
(nicha)

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