À margem, os transparentes que sentem e são gente

livres como ninguém,
dormindo sob estrelas, numa fome apertada,
duro chão, cabeça encostada
consciência livre de um sonho embalado.
Vem, lua de prata, tesouro uno neste alforje da vida
deserto de areia clara como manto e coberta
durmo enquanto o chapéu vazio aguarda um plim
Só sofri, só vivi, só estou, estou aqui.
Aguardo-te, amor meu, naquele beijo último
recordo-te, e te chamo ainda, para sempre, rainha.

All original content on these pages is fingerprinted and certified by Digiprove