Será que é no dia em que nascemos que a poesia nasce, ou será que ela já vivia muito antes dentro de nós. Será que ao soltar-se a língua do peito se largam as palavras da alma. Será? Se for verdade que é no dia em que se nasce que  se desenrola o livro das “parabolé”,  é também com ele que se define e fortifica o carácter. Todos os que nascem abraçam um fado, nunca leve, e cada um ou o vende ou o segue.

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