Será que é no dia em que nascemos que a poesia nasce, ou será que ela já vivia muito antes dentro de nós. Será que ao soltar-se a língua do peito se largam as palavras da alma. Será? Se é verdade que no dia em que nasceu se abrira nela o livro das “parabolé”, e aí escondera a força e o rumo do ser, é também verdade que acreditara que é no início da vida que se define o querer. Todos os que nascem abraçam um fado, nunca leve, e cada um ou o vende ou o segue.
 
cristina brandão lavender
15 de março de 2016
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