Perdi-me de ti, palavra, quando não encontrei resposta para a crueldade do poder da nações, neste cruel facto quase que me afoguei por ser esta “injustiça” a lei do mundo. Perdi-me de ti, palavra, quando me deixei prostrar no tédio, quando conversei com o pensamento e quase vi destruídos o raciocínio e a vontade de lutar, para desmascarar essas relações do poder com humanidade. E embora saibamos da nossa pequenez do “ser criado para morrer” acreditemos que, enquanto respirarmos, não nos deixamos perder de inacção e que cada um faz o que tem a fazer.”

in “palavra e alma” de Cristina Brandão Lavender

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