Caros Leitores e Amigos

Após leitura do artigo publicado no Diário do Minho, na passada quarta feira, dia cinco de Novembro, com o título “Processo da escola bracarense de S. Victor Presidente do Agrupamento culpa professores e auxiliares” e após contactar hoje o Presidente da Comissão Executiva Instaladora que afirma “não ter dito nada do que está lá escrito e nem sequer tencionar responder” achei-me no direito de resposta à opinião pública, na qualidade de professora desta instituição que passarei a exercer, com a vossa autorização.
A Comissão Executiva Instaladora (CEI) tem o poder de atirar as culpas das suas acções para cima dos professores e das auxiliares mas, resta saber se terá autoridade para o fazer.
O poder impõe-se, a autoridade conquista-se pelas acções que se validam na conduta.
É também no trabalho, como em casa ou na rua, com familiares, com amigos ou desconhecidos, minuto a minuto, dia a dia, ano após ano que vamos revelando o nosso verdadeiro eu e fazemos com que os nossos irmãos nos respeitem, compreendam e se for caso disso, nos sigam, pelo amor e/ou competência que reconhecem nas nossas acções.
Aqueles que agem com coragem mas com doçura no coração, que apontam o caminho sem se engrandecer, que oferecem sem humilhar, que distribuem sem cobrar têm todas as condições reunidas para serem respeitados e para que se lhes reconheça autoridade, porque, antes de tudo, eles fazem, eles dão o exemplo, eles mostram o caminho, fazendo o caminho. Não precisam de apregoar as leis de justiça só no papel, nem culpar constantemente os outros das injustiças porque as escrevem na cena da vida. Não precisam de dizer “eu sei”, mostram-no com o “eu faço” no silêncio da atitude que age com a mesma simplicidade pondo-se, sempre, perante a vida, em posição de aprendiz humilde – abrindo o coração ao mundo, tentando ser feliz e responsável. Os professores e a auxiliar educativa da escola de S. Victor têm esta postura na sua vida. Conquistaram a autoridade de esperar da Comissão Executiva Instaladora a competência de estudar uma distribuição de recursos humanos de forma mais efectiva. A CEI tem ignorado CONSECUTIVAMENTE os nossos pedidos e apresentações de sugestões para resolver um problema que se nos apresenta desde o dia 15 de Setembro. É muito difícil trabalhar nestas condições e sabemos que os Pais e Encarregados de Educação partilham da nossa opinião e todos os docentes são conscientes que são estes últimos sem dúvida, juntamente com os seus educandos, os alunos, os mais prejudicados.
Para terminar relembro que está na moda culpar os professores e a escola por tudo e por nada e como tal pareceu-me de elementar justiça esta reflexão. Vamos aguardar serenamente a conclusão das averiguações. Nós, na escola de S. Victor, continuaremos a “tentar ser” a instituição pública responsável que devemos ser.

Cristina Brandão Lavender
Professora Titular

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