Nas Linhas com Cistina Brandão Lavender

deixa

a neblina abrir-te-á os olhos
e o teu coração de garras verá
como te enxerga a rapina
que te segue os voos em prumo

lua cheia

cedi-lhe luz dos meus sonhos
vaga-lumes da alma
na candura que nos enche
encontrei-te em meu regaço
lua cheia de nós

despertador

acorda-me sonante o pesadelo que não dorme insónia que desperta sem ter cerrado pálpebras lanço mão do momento adormecido estico o braço firme – arredondo o tempo: em mais cinco minutos de ternura. eis que te tenho em braços e os laços em abraços me sonham a ti – parou-nos o tempo. ninguém nos rouba estes linhos e sedas este toque, este amor de manhã. vais e despertas logo que começa vou e traço, em tua alma, o desejo de te ter em segundos imensos. adormece-me, por fim, o pesadelo embalado em peles tingidas de abraço de sonhos nossos. no     es   pa    ço    de tempo passado uniram-se nossas peles na aurora por ponteiros que saltam o regaço. Cidália Pinto e Cristina Brandão...
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