Nas Linhas com Cistina Brandão Lavender

in “corpo desnudo”

e banho-me de vestes compridas
que se colam em corpo desnudo.

marcam-se as formas secretas
que a cegueira da paixão revela
e o mundo inteiro condena.

mão na mão

Tabi era um dos seus melhores alunos. Estava a pensar levá-lo para estudar na europa. Era um rapaz genial. E como escrevia !Contava tão bem a vida. Via muito mais que eu. Via e escrevia.

Os olhos habituaram-se. Perscrutou ao fundo. Sim era ele. Ajoelhou-se a medo. O corpo estava imóvel. Não podia ser. Mais vale matá-lo já. Esta história não vai mesmo a lado nenhum.

in “e avança”

uma força enorme se contrai parece que vou parir nova vida. puxo, respiro, dilata-se o ventre, o colo do útero e a alma. dou à luz num grito imenso um ser totalmente despido nascido bem por dentro da lama. que faz ele? que diz? que decide? sorriso nos olhos declara-se:  liberdade  escolha, razão, vontade serpenteia, esperneia beija: e avança....
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