o dia encontra-nos de mansinho
pede licença para entrar
entra e abre caminho
apaga o negro do quadro
pinta, de uma nova cor, futuros
aparece no arco-íris
lembra a dor e o amor do mundo
e escreve.
faz-se em riscos e rabiscos
em linhas e entrelinhas
traçando entre agoras e amanhãs
um imenso mapa
nas linhas das pedras da calçada.
e enquanto te ouço
leio-te e escrevo-te a alma
encontro-me então no sorriso
abraçada ao teu eu
construo uma nova ala
por onde te deixo espraiar
para que me encontres com ela
com o mundo
nas pontes
nos elos
no norte e o no sul
na vida
entre o quadro negro
de uma infância de giz
e o sonho da utopia
que ensina
mas que nem sempre se aprende
um alvo
ser feliz
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