Será que isto é verdade?

O professor deve ser um fazedor do pensamento, no sentido de construtor de ideias, de organizar debates de posições e, à partida, todas as ideias terão de ser válidas e inclusivas e as que forem descartadas, muito bem discutidas e fundamentadas.
Teremos de ser sempre controladores pensantes dos instrumentos que nos dão a usar, e dos que construímos para utilização em contexto educativo. As tecnologias existem para habilitar, facilitar, e haverá nelas, sempre, dois ou mais gumes, entre eles a perigosa utilização das mesmas e o professor, como construtor/orientador de pensamentos, terá sempre um papel privilegiado na descoberta e na desconstrução da manipulação política e social na educação dos instrumentos que usam e muitas vezes escolher o menos mau, aquele que irá causar menos danos. Sempre foi assim, sempre houve tecnologias ao longo dos séculos, sempre houve tomada de posições sobre elas, sempre foram debatidas e discutidas quase à exaustão nos prós e contras da sua utilização. Os consensos são, muitas das vezes, falsos, ou indicadores de que não estão a ser devidamente discutidos.
O professor será sempre um privilegiado no participar da construção do pensamento, do seu e dos alunos. Este é, se pensarmos nisso, um “poder” maravilhoso a exercer com sentido democrático que se insere no exercício da cidadania, e aquilo que se defende hoje, poderá não ser o que se defende amanhã. A isso chama-se conhecimento e evolução. Esta foi a preocupação presente ao longo de 37 anos que estive no ensino. Se consegui? O futuro o dirá, pode ser que sim, pode ser que não.

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