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todos os dias quero.
quero viver até não poder mais
quero ser e estar em pleno
nem que seja em momentos
os tais impossíveis de esquecer
quero ir a trabalhar
quero ir a rir, a sorrir e a falar
quero ouvir o silêncio do meu silêncio
quero dar forma ao pensamento
quero dizer: valeu cada segundo
que a ti e a mim: deixei.
o silêncio do equilíbrio
conquista do silêncio ao desequilibro
quero zangar-me (e muito)
com o que não posso gostar
apresentar soluções
para a razão desenhar no lugar
e quando for, e se assim for
ir com a bondade plantada
em vez do campo vazio de uma existência
do mais-ou-menos,
do assim-assim, do “nim ”
ladrar por ladrar?
nem ao cão
e o burro?
o burro só tem nome
o resto do jumento
é prova deste pensamento

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