Ai Timor

Gritos estarrecidos ecoam nos céus iluminados de vermelho, chamas galopantes por mãos criminosas ateiam sem pensarem que são seus irmãos, também, os que ali sofrem. Lançam-se numa guerra fratricida, voraz ódio acumulado por várias misérias assentes na mentira de que onde nada há a perder, nem a dignidade se salva. Tão grande a raiva que nos permite ser loucos, trazendo para fora o pior que o homem tem em si. A destruição de tudo instigados por um rancor feroz é só o primeiro passo em direcção aos que têm o poder. Grande também é a sede de vingança mais a inveja porque só vêem o que sentem: que foram esquecidos e entregues à sua própria sorte, no desemprego, na fome e na miséria.
É preciso encontrar o caminho em que TODOS possam trabalhar, construir e caminhar em frente em direcção a um país unido, livre, pacífico. O rumo ao progresso  é conseguido pelo investimento na educação de um povo. Resta desejar o bom senso dos líderes que governam. Não quereríamos, por certo, voltar ao refrão: “Ai Timor!

29 de Maio de 2006
Cristina Brandão Lavender

All original content on these pages is fingerprinted and certified by Digiprove