Todos os dias quero.
Quero viver até não poder mais,
Que seja por um momento,
os tais impossíveis de esquecer,
Quero ir a trabalhar,
Quero ir a rir, a sorrir, a escrever
Quero ouvir o silêncio de cada vácuo,
Quero ser e estar num pleno,
Quero dar forma ao pensamento,
Num pedaço de barro, de granito, de pincel, de clave.
Quero dizer que valeu o respiro,
Cada segundo,
Cada ápice,
Cada asa de vento
Que a ti,
A nós,
Deixou feliz.
E se uma estátua construir,
Que veja com olhos cegos,
Que fale com lábios cerrados,
Que abrace com braços apertados,
Que ande com pernas de liberdade
E que grite o poema da vontade.

14 de maio de 2014

All original content on these pages is fingerprinted and certified by Digiprove