“O mal que me fazem não me faz mal.
Imaginem porém todo o mal que me vem
do mal que faço e do bem que não faço a outrem.”

Num toque afinado na viola,
 melodia viva de uma parte,
um pequeno refrão musicado.

A estreia de uma  verdade,
num toque de Midas,
revestiu-se de simplicidade.
Pedras diamantes,
toque de silêncio, de seda brando,
tules de afecto branco,
pele percorrida por tantos abraços,
corpo inteiro ávido por desejo.

Aquele,
o homem do toque em ti,
lábio mordiscado,
fluidos partilhados,
cobiçados, unhados,
num extremo de anseio.

Dispenso a toque de caixa
quem não gostar deste existir .
Sigo
sem magoar, invejar, gritar,
ultrapassar, cilindrar ou ignorar
quem de bem e por bem,
em nós continuar.

CRISTINA BRANDÃO LAVENDER
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