ainda os atentados ao património de Braga.

Braga, 4 de Maio de 2012

um novo abecedário de letras velhas que aqui quer viver

As letras não são mais as mesmas, há todo um novo velho alfabeto por aí a reinar, com um acordo ortográfico firmado que já vem do passado e que por aqui se quer escrever. Não creio nele, nem numa letra sequer, por tão baralhadas estarem e, com elas, os conceitos também. Não fio nem um chavo, ao que por aí se vai dizendo, não nado nas letras deste mar calmo, do “não faças ondas”, tudo se vai arranjar, que bonito ficará, e o tanto que se fez, não olhes para o passado que o que lá vai, lá vai, e isto é o que vês.
São letras de um abecedário de cheiro fétido, estagnado, escritas em páginas douradas, com fins muito lucrativos, de grandes empresas, de tantos outros amigos, pois tudo o que se faz justifica os meios para se lá chegar, em letras de dourar a pílula para as dores de cabeça, que não queremos que a tenhas, o melhor é que nem a uses, com tais letras da simpatia velada, centrada na adulação, na palavra melíflua que pinga logo no lixo, na tecla delete, no vai para o raio que te parta que não estou para te aturar. Pois todos sabemos o que são letras de promessas escrita a números, em licenças, contratos ou promessas, à frente, ao lado, ou mesmo atrás de um cheque, nunca em branco, pois o passado não importa, o agora é que tem de ser, mais o que ganho eu, uma bola, um balão, um fogão ou um chouriço, e, um futuro como realmente deve de ser, não passa disso.
Mas como Braga vale a pena, aceitamos o abecedário que nos deixa fora deste legado, daquele que garanta o passado, pondo ordem no ADN, nas memórias que queremos ter, com as partículas de “Bosão Higgs” num caos bem ordenado, pois Braga, para um bom futuro ter, conta connosco, e isso vai-se ver.

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